quinta-feira, agosto 21, 2014

Maria, Osmarina ou Marina... Afinal, quem é você?



Professora, Psicopedagoga, Historiadora, Ambientalista.
Acriana; foi coordenadora da CUT em seu estado, vereadora pelo PT em Rio Branco e Senadora pelo Acre, comprovando a tese de que finalmente o Acre existe de fato!

Seus mais antigos passos na política, remontam o final da década de 70, início dos anos 80, quando integrava o PRC - Partido Revolucionário Comunista, uma extinta organização Marxista que integrava uma das inúmeras denominações que se abrigavam no PT, na época sob a liderança de José Genoíno. (Não preciso apresenta-lo, né?)


Tentou herdar o Legado de Chico Mendes, chegou a ser chamada de "A Senadora da Floresta", apoiou Lula em 89 mas nunca conseguiu convencer ninguém quando abria a boca.

Detém um "mimimi" pedinte e vitimista. Mexe os lábios sem conseguir expressar nenhuma confiança ou convicção em quem a escuta, salvo os Idiotas ou os interessados em sua ascensão por algum motivo específico; ou Raiva do PT ou nojo de Aécio Neves, que é outro bosta. 

Exagera e repete expressões vazias, clichês e quase me fez vomitar de overdose em 2010 com seu bordão favorito, o "Desenvolvimento Sustentável", embora JAMAIS o tenha explicado de fato quando foi candidata a presidente.


Fico imaginando quem Marina irá trair dessa vez, se eleita Presidente da República!

Trairá os Evangélicos ao apoiar o Casamento Gay?
Ou trairá a ideologia Socialista da igualdade, do partido que a aceitou na marra, depois de naufragar na "REDE"?

Trairá o PSB e a Petrobras ao buscar fontes energéticas alternativas ou trairá os Ambientalistas, ao investir pesado na exploração de Petróleo?
 
Aliás, foi Ministra do Meio Ambiente no primeiro governo de Lula; entrou em 2003, saiu em 2008; quando seu Ego imenso a impediu de conviver com outra Ministra do partido que a inventou. Não suportou Dilma Rousseff, que já estava sendo lapidada por Lula para ser a próxima presidente do Brasil num futuro não muito distante.

Já traiu a si mesma, mas e num provável Segundo Turno, quem irá trair, caso não seja ela a disputar com Dilma?
Quem irá apoiar ou aceitar o apoio?
Ou vai forçar a NEUTRALIDADE justamente no meio político, em meio a um momento decisivo?
Vai usar o mesmo expediente silencioso e conveniente que usou em 2010?
Vai vender a alma ao PSDB?
Ou vai apoiar o PT a quem já traiu?


A distância entre Marina e Dilma é abissal.
Dilma, apesar de todos os pesares que acompanham todo e qualquer governo, é uma Gestora de punho firme e convicções inabaláveis, mesmo que se discorde de seus mais íntimos dogmas e ideologias. 
Marina é uma cadelinha vira-lata se colocada ao lado de Dilma e isso é fato, gostem ou não vocês da Dilma ou do PT.

Marina não consegue viver sem ser a Protagonista, mesmo que seu discurso seja fraco, inócuo, vazio...



Migrou para o Partido Verde, um partido que no Brasil, é pouco mais do que um conglomerado de Nada, com uma ideologia tão vazia quanto ela. Na falta de um protagonista, já que Fernando Gabeira pulou do barco, o PV era um prato cheio para a Evangélica e controversa Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, seu nome completo de batismo na Igreja Católica, apesar de hoje ser membro da Assembleia de Deus, uma das maiores congregações Evangélicas Pentecostais do mundo e também uma das mais homofóbicas e retrógradas, responsável pela expulsão de demônios em corpos alheios e o enchimento de cofres às custas de uma multidão de otários.

Maria Osmarina Marina é uma "mulher de Deus"; Criacionista e isso por si só, já seria motivo para mim, não leva-la a sério.
PARTICULARMENTE, não consigo levar a sério um Ser Humano Criacionista. É muito desperdício de neurônios para uma espécie só. Mas tudo bem...
Tenho bons amigos Criacionistas, alguns até inteligentes, mas a maioria, uma manada de ignorantes que até engana num primeiro momento.


Eu poderia nem escrever um texto e resumir a pergunta do título, dizendo que Marina Silva é uma traidora, uma egoísta, uma cínica.

Mas provavelmente eu desagradaria uma grande parcela da Turba Politicamente Correta que vez por outra entra aqui no Blog. Mais ou menos o que aconteceu lá pelo ano de 2008, quando o Gotas de Ácido ainda não existia e Marina Silva era uma das expoentes do PT.

Na ocasião, num espaço chamado "Grupo Rio Grande, a cidade" no extinto Orkut, afirmei categoricamente que MARINA SILVA era uma mentirosa, uma mulher de ideias ENCARDIDAS - "Uma Mulher Encardida!" falei - e no ato, fui taxado de Racista, Malvado, Machista e Safado pela imensa e fanática TORCIDA do PT que a defendia na época e surtou comigo nas telas do falecido Orkut.

Mais ou menos o que fazem hoje esses safados ao me acusarem de Homofóbico ou Machista, numa tentativa desesperada, podre e mentirosa de descaracterizar QUEM ESCREVE, na impotência de conseguir descaracterizar o que é escrito a respeito do que ELES defendem hoje, ao se aliar com o Lixo que sempre condenaram.

Afinal, o Gotas de Ácido ultimamente tem sido "Um veículo que faz Crítica pela Crítica" ou "Críticas Vazias" sempre que o dedo atinge determinadas feridas, seja do lado que for.
Menos mal, que eu já me acostumei a conviver com essa cachorrada. 

E conviverei até outubro, morrendo de curiosidade sobre quem diabos afinal é Marina Silva e que tipo de gente a apoia e porque! 

Se arrependimento matasse, o PT estaria hoje sepultado por ter sustentado e alimentado Marina e desse mesmo sentimento, o PSB compartilhará em breve, afinal Marina, só permanece por lá, pois não conseguiu fundar "A REDE", seu partido tirado da Cartola com milhares de assinaturas fraudadas para enganar o TSE em 2013.

No fim das contas, a morte de Eduardo Campos - o mais novo Santo Brasileiro, beatificado pela Mídia e por 21% de idiotas segundo o Data Folha! - caiu como uma luva no Ego de Marina Silva.

Pago para ver!


Eduardo Bozzetti




segunda-feira, agosto 11, 2014

Em Rio Grande, a Cultura pede socorro...





Cultura Interditada
 por Vânia Oliveira


A decadência cultural em Rio Grande é vista perambulando pelos prédios abandonados e silenciosos. Não se ouve um martelar de manutenção, não se tem o eco da sinfonia das obras e reformas. Onde antes se assistia a grandes espetáculos agora inexiste oportunidade de contemplação.


Gostava muito de ver a estética interna daqueles lugares robustos enquanto deliciava a minha mente com apresentações teatrais, de dança, musicais e tantas outras que passaram pelo Teatro Municipal, Centro de Eventos, Centro Municipal de Cultura e ainda tem aqueles que não consigo lembrar de espetáculo algum já vivenciados ali, mas deixava minha mente viajar e sonhar com uma orquestra no interior da antiga fábrica de tecelagem, pessoas dançando pelos corredores do Mercado Público, festivais nas calçadas da orla desse mesmo mercado e tanta coisa linda, não serei injusta, o Mercado Público ainda sobrevive, luta contra o marasmo e aguarda o dia que sua posição tão estratégica seja aproveitada de forma adequada pelos que por ali perto passam. 

Fecho os olhos e vejo tudo tão nítido que quase dá para tocar na saia da bailarina e inicio um passo de dança meio desajeitado ao som daquela música imaginária.

Não há pelas ruas de Rio Grande mais espaços pomposos para contemplação cultural, tentam criar salas de exposições, mas se todos os artistas locais resolvessem tirar seus trabalhos das gavetas, precisaríamos de muitas pílulas de Alice como forma de colocar toda essa riqueza nos poucos lugares que nos restam. São tão poucos que se fosse contar nos dedos, sobrariam muitos.
Fazem dança de cadeiras nas secretarias. Mudam as “Belas Artes” de lugar, mas os problemas invadem os prédios novos, como se existisse um espírito saudoso das goteiras deixadas para trás naquele tradicional prédio que agora tem suas paredes charmosas desprovidas de exposições e o alarme do ranger da madeira velha não se ouve mais.
A cidade clama, a arte chama, o artista reclama e o público sofre, pouco ou quase nada pois parecem não lembrar que ali naqueles lugares já rimos, choramos, conhecemos, aprendemos… nos apaixonamos.


Estou órfã de magia e encantamento. Sinto-me mutilada, arrancaram-me daqueles espaços que antigamente foram tão visitados.
O espetáculo parou. Cortinas fechadas, portas interditadas, luzes que coloriam a plateia estão apagadas.
Lonas tomaram conta, fazem de conta que são grandes palcos, mas não importa o tamanho, não importa quantas são, aqueles mantos brancos não conseguem preencher o espaço vazio que aqueles prédios enormes, mesmo com seus pedaços em queda, deixaram no cenário cultural local.
Prédios que não foram apenas interditados, foram abandonados pela memória curta, descaso, excesso de burocracia… tantos motivos e tão pouca motivação para que suas portas e janelas sejam abertas à espera do respeitável público transbordando alegria na chegada e partindo com 0 encantamento do que acabaram de assistir, sentir, viver lá dentro.




  Vânia Oliveira
Coordenadora do Projeto Bergamota Cultural
Produtora Cultural
Diretora de Comunicação da ASMURG